Projeto transforma plástico de equipamentos eletroeletrônicos em coletores de energia solar

Projeto transforma plástico de equipamentos eletroeletrônicos em coletores de energia solar

Apresentação do Projeto Própolis na Mostra Inova Minas Fapemig - Imagem: Divulgação

Apresentação do Projeto Própolis na Mostra Inova Minas Fapemig – Imagem: Divulgação

10/08/2016

Com o objetivo de reduzir o volume de plástico, oriundo de aparelhos eletroeletrônicos e baratear o custo de painéis solares, a Instituição Social Ramacrisna, em parceria com a UNA, Uni-BH, UFMG e CDI, lançam o Própolis – Projeto Polímeros para a Inclusão Social.

A iniciativa, que conta com o apoio da Cemig e da Fapemig, unindo desta forma os setores público, privado e terceiro setor, conseguiu desenvolver coletores a partir destes polímeros, o que reduzirá consideravelmente os custos dos coletores, ampliando o acesso a este tipo de energia a mais camadas da sociedade.

Com a tecnologia existente até o momento, esses painéis solares eram produzidos com cobre, o que onerava o valor final do produto. Através de pesquisas do Laboratório de Polímeros da UFMG, sob a coordenação da professora Maria Elisa Scarpelli, que realizou diversos estudos para verificar se o plástico dos aparelhos eletroeletrônicos podia ser utilizado para a produção dos coletores, ou se era necessária a mistura de outros plásticos e aditivos.

Segundo Roberto Freitas, membro da equipe que participa do projeto e coordenador do grupo de Polímeros da UFMG, a maior importância da iniciativa é o fato dela conseguir aliar a questão ambiental, com a reciclagem dos polímeros, a questão econômica e social. “O objetivo final é que os participantes se apropriem da tecnologia, e passem a replicá-la, garantindo um processo autossustentável.”

Além do custo final, outra preocupação era que os protótipos também fossem leves. Segundo Elizabeth Pereira, professora e coordenadora do GEPEN, Grupo de Estudos e Pesquisas em Energia da UNA, instituição que faz a coordenação geral do projeto, além do desenvolvimento dos protótipos, juntamente com o Uni-BH, “a importância da iniciativa está justamente no fato dele abranger toda a cadeia produtiva, desde a captação da matéria prima, passando pelo desenvolvimento da tecnologia e transferência deste conhecimento para as comunidades beneficiadas”.

O reaproveitamento do plástico dos eletroeletrônicos foi o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. A parte interna dos aparelhos tem mercado garantido para a reciclagem, mas o plástico, que gera maior volume de insumos, acabava sendo descartado.

Por isso, o CDI Minas está capacitando catadores de lixo, jovens carentes e demais interessados a separar os materiais. Os participantes podem repassar o conhecimento e todos acabam ganhando, gerando mais trabalho e renda.

A construção e administração da fábrica para a produção dos coletores ficará a cargo da Ramacrisna. Para o levantamento dos recursos, a instituição realiza, entre os dias 05/08 e 20/09 uma campanha através da plataforma Kickante. Para doar, basta acessar o link: http://www.kickante.com.br/campanhas/propolis-polimeros-para-inclusao-social .

Assista ao vídeo do projeto:

Divulgação: ENGEFROM ENGENHARIA

Engº José Antonio S. Gonçalves .’. – Ribeirão Preto, SP. BRASIL.

FONTE: http://www.revistaecologico.com.br/noticia.php?id=4248

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