Conjunto residencial com três torres é construído em Goiânia com orçamento de R$ 44 milhões

Superestrutura teve custo de R$ 7,8 milhões; fundações, R$ 2,6 milhões; e instalações hidráulicas, R$ 3,5 milhões

Por Aline Mariane

Edição 173 – Dezembro/2015
FOTO: DIVULGAÇÃO DINÂMICA ENGENHARIA FOTO: DIVULGAÇÃO DINÂMICA ENGENHARIA FOTO: DIVULGAÇÃO DINÂMICA ENGENHARIA
À esquerda, obra concluída. Residencial New Liberty teve fundação em estaca-hélice contínua e estrutura em concreto armado

A Dinâmica Engenharia concluiu em outubro as obras do residencial New Liberty, conjunto com 332 apartamentos distribuídos em três torres – duas delas com 28 pavimentos-tipo e uma com 27 pavimentos-tipo, mais térreo e dois subsolos em cada. Localizado em Goiânia, no bairro Jardim Atlântico, o projeto ocupa um terreno de 5,3 mil m², totalizando 38,8 mil m² de área construída. O orçamento da obra foi de R$ 44,0 milhões.

O item mais oneroso do projeto foi a superestrutura, como é comum em obras de edifícios residenciais. O custo desta etapa foi de R$ 7,8 milhões, o mesmo que 17,72% do orçamento total. A estrutura foi erguida em concreto armado, com lajes maciças nos pavimentos e nervurada nos subsolos e térreo. As fundações, ao custo de R$ 2,6 milhões, corresponderam a 6,04% do orçamento e foram executadas em estaca-hélice contínua.

O fechamento das torres se deu com bloco cerâmico furado. As paredes internas tradicionais foram feitas com reboco e pintura normal, enquanto as paredes dos halls tiveram pintura acrílica. O custo da alvenaria e das vedações foi praticamente idêntico ao da fundação. Do total de 332 unidades, 112 têm planta de 74 m² (com três dormitórios, sendo uma suíte) e 220 de 58 m² (com dois dormitórios, sendo uma suíte). Devido a algumas particularidades do empreendimento, as instalações hidráulicas tiveram um peso relevante no custo total: R$ 3,5 milhões, o equivalente a 8,09% do orçamento.

CUSTO POR ETAPA SIMPLIFICADO

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A construtora optou por implantar registros extras nas “áreas molhadas” dos apartamentos, a fim de que, em caso de manutenção, não fosse necessário fechar o fornecimento geral de água dos cômodos. Os locais que receberam registro foram: área de serviço, cozinha, box do chuveiro, banheiro social, pia social e pia da suíte. Para realizar essas adaptações foi preciso aumentar a quantidade de peças, registros e materiais, além de um dispêndio extra com mão de obra.

“Caso seja preciso consertar uma torneira, o morador poderá usar outro lugar com passagem de água. Isso onerou mais os gastos da construtora, mas facilitará o dia a dia dos usuários”, ressalta o engenheiro civil da Dinâmica Hans Schucht, responsável pela obra.

Outra exigência desse projeto foi a implantação de um sistema eficiente de drenagem para evitar o acúmulo de água da chuva no terreno, que tem uma grande extensão. Segundo Schucht, foram feitos 333 ralos nas áreas comuns, espalhados pelo térreo (235), primeiro subsolo (64) e segundo subsolo (34). A partir dos ralos, a água é conduzida até tanques que permitem a infiltração do líquido no solo.

O reservatório de água do empreendimento foi construído com alvenaria e fibra de vidro em vez de concreto, segundo Schucht. “Esse é um diferencial aqui em Goiânia. Não é muito comum essa mudança nos empreendimentos. A vantagem da fibra de vidro é que a impermeabilização tem duração longa, minimizando os riscos de aparecer algum problema”, explica o engenheiro.

Obra
A obra foi iniciada em fevereiro de 2013 e executada ao longo de 33 meses. Segundo o engenheiro, uma das principais dificuldades enfrentadas pela empresa foi gerenciar a construção das três torres simultaneamente. De acordo com Schucht, durante o pico de obra – que ocorreu de março de 2014 a julho de 2015 – os gastos giraram em torno de R$ 2 milhões mensais, que contemplavam custos com pessoal e também com equipamentos e materiais. “Esse custo foi bem alto, mas foi necessário para conseguirmos executar a obra dentro do cronograma elaborado”, ressalta.

A equipe fixa da Dinâmica no canteiro envolvia três engenheiros para gerenciar a mão de obra, dois mestres de obra e nove encarregados para os serviços de: elétrica, instalações, impermeabilização, pintura e gesso, manutenção e estrutura.

Estratégia de mercado
Com o New Liberty, a Dinâmica apostou na comercialização de um projeto localizado ao lado de um parque e com vários itens de lazer, como quadra poliesportiva, pet care, dois salões de festa, espaço mulher, piscina com raia e sauna. Logo no lançamento, todas as 332 unidades foram vendidas. Na ocasião, o preço praticado foi de R$ 2.880/m².

O sucesso de vendas foi atribuído pela empresa ao investimento em publicidade, em parceria com imobiliárias locais. Além disso, foram realizados sorteios de cinco carros aos corretores como forma de incentivo.

Na entrega do empreendimento em outubro, porém, a Dinâmica teve a devolução de 20 unidades, todas compradas por investidores. “Agora estamos vendo uma freada no mercado como um todo”, pondera Schucht. “Mas os compradores que foram verificar os apartamentos antes mesmo de eles estarem prontos gostaram muito do resultado”, afirma.

Apoio de engenharia: Ricardo Antônio PINI Consultoria

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